Opinião: A Célula Adormecida, de Nuno Nepomuceno


 
A Célula Adormecida

de Nuno Nepomuceno


Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 592
Editor:TopBooks






Resumo:
Em plena noite eleitoral, o novo primeiro-ministro português é encontrado morto. Ao mesmo tempo, em Istambul, na Turquia, uma jornalista vive uma experiência transcendente. E em Lisboa, o pânico instala-se quando um autocarro é feito refém no centro da cidade. O autoproclamado Estado Islâmico reivindica o ataque e mostra toda a sua força com uma mensagem arrepiante.

O país desperta para o terror e o medo cresce na sociedade. Um grande evento de dimensão mundial aproxima-se e há claros indícios de que uma célula terrorista se encontra entre nós. Todas as pistas são importantes para o SIS, sobretudo quando Afonso Catalão, um reputado especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é implicado.

De antecedentes obscuros, o professor vê-se subitamente envolvido numa estranha sucessão de acontecimentos. E eis que uma modesta família muçulmana refugiada em Portugal surge em cena.

A luta contra o tempo começa e a Afonso só é dada uma hipótese para se ilibar: confrontar o passado e reviver o amor por uma mulher que já antes o conduziu ao limiar da própria destruição.

Com uma escrita elegante e o seu já tão característico estilo intimista e sofisticado, inspirado em acontecimentos verídicos, Nuno Nepomuceno dá-nos a conhecer A Célula Adormecida. Passado durante os 30 dias do Ramadão, este é um romance contemporâneo, onde ficção e realidade se confundem num estranho mundo novo e aterrador que a todos nós nos perturba. Um thriller psicológico de leitura compulsiva, inquietante, negro e inquestionavelmente atual.




Rating: 3/5

Comentário: O último livro de Nuno Nepomuceno foi uma surpresa quando chegou ao mercado editorial, tendo estado fechado a sete chaves de tal forma que surpreendeu até quem acompanha o seu trabalho de perto. Bem recebido pelo público em geral, rapidamente esgotou a primeira edição e foi uma das minhas últimas leituras do ano passado, cuja opinião se arrastou até agora. Isto de ser blogger tem o seu encanto mas por vezes queremos só ler e sentir, deixando esta parte de reflexão e análise para depois. Foi o que fiz em parte com este livro, na medida em que o li numa leitura conjunta com a Cata do Páginas Encadernadas, e inevitavelmente fomos trocando opiniões durante todo o processo.
"A Célula Adormecida" não deixa de ser um livro actual, nem pode deixar de sê-lo, atendendo ao mundo que vivemos que hoje. Arrisco-me a dizer sem medo que este terá sido também um factor de peso para todos os que adquiriram o livro nestes últimos meses. Ninguém quer imaginar o que seria ver/acontecer tragédias que já se perpetuam em outros destinos europeus neste nosso canto ao mar plantado. Mas ainda assim, o factor risco e a possibilidade que infelizmente nunca poderemos descartar, leva a que um quase voyeurismo que nos imerge nesta necessidade de pensar nos "e se?" e "como faríamos no caso de?".
Considero também uma leitura necessária, cada mais, numa lógica de desmistificação de conceitos, preconceitos e estereótipos, para o bem de todos os que pretendem viver numa sociedade mais sã e sadia, de pensamento e de vivências. Não é de todo um livro pregador, mas a clarificação de acontecimentos, momentos, práticas religiosas, incursões culturais e muito mais, são tentativas claras de separação do trigo do joio e de elevação moral com a qual concordo e defendo, ainda que por vezes se caia na falácia de abordar uma situação complexa como exemplificativa em dois extremos ideológicos, esquecendo-se do espectro multifacetado e diversificado existente entre ambos. Ainda assim, julgo que foi uma abordagem propositada, especialmente numa época em que todas estas questões são sensíveis e essa exigência de separação de conceitos e procedimentos muitas vezes tão confundidos pela opinião pública, era preponderante e necessária para abordagens que vão para além da leitura e que contribuem para questões de cidadania.
Dito isto, vamos voltar-nos para o enredo. Quando li a sinopse, imediatamente veio-me à mente um filme que tinha visto há largos anos, chamado precisamente "A Célula", com o Denzel Washington e a Annette Bening. Cedo me apercebi que tinha de limpar a mente e esquecer-me do enredo associado ao filme em causa para desfrutar da trama.
O autor já nos habituou ao seu estilo de narrativa: descritivo, indutor, com muita acção e capacidade de criar reviravoltas que surpreendem o leitor mais desatento. Estão também feitas para não serem desvendadas, ainda que um olhar mais acutilante chegue lá com alguma precisão. Mesmo sem um volte face constante, a narrativa prende atendendo à rapidez dos acontecimentos e também à sua colocação espacio-temporal restrita e bem definida.
Gostei da adrenalina que proporcionou, sendo uma leitura, rápida, fácil e bem conseguida, que mistura as doses certas de acção e secretismo, momentos-chave que criam elementos de andamento acelerado na história e uma série de tramas paralelas que contribuem para o enredo original (e que por vezes se interpelam, de forma a que quando algo novo ocorre em alguma delas, existe sempre um elemento de superação).
Quanto à trama principal (ou aquela que vou tomar como principal), gostei da personagem de Afonso Catalão e das suas várias dimensões, embora tenha ficado desiludida com o grande segredo que socorre este homem, uma vez que contava com algo mais original e diferenciado dos romances anteriores do autor. 
As caracterizações desta célula adormecida foram bem fundamentadas, plausíveis e capazes de gerar discussão, que é essencialmente o que a narrativa pede. Não me senti muito confortável com os mecanismos de ingnição das suas demonstrações públicas, porque na sua maioria foram todas rápidas, simplificadas e bastante semelhantes, e dado todo o tratamento cuidado ao longo do livro assim como a natureza sensível da narrativa, pareceu-me uma resposta demasiado fácil para os acontecimentos. Especialmente quando a fórmula de cativação se supõe a mesma para todos os membros, gerando algumas situações menos bem conseguidas no meu entender.
Senti também que por vezes surgiram alguns elementos que não me eram muito lógicos e que perfaziam o número somente para dar o salto estratégico para o avanço da narrativa, mas foram situações tão pontuais e menores que nunca estragaram a experiência de leitura. 
Olhando para trás agora após tantos meses, suponho que um dos factores que mais me entusiasmou e manteve agarrada à narrativa é a fórmula que o autor utiliza, e que por vezes me faz lembrar o Dan Brown (não porque sejam iguais, mas porque julgo que os seus fãs se sentiriam bastante confortáveis em ler os livros do Nuno Nepomuceno quando em busca de algo do mesmo género): um thriller onde há vários planos de acção, todos desvendados por camadas e perante a superação de obstáculo a obstáculo, com inimigos ocultos, romances algo inesperados que surgem por força de situações extremas onde só a confiança e a cumplicidade poderão salvar as personagens em perigo, uma eminência na temática principal que interliga de uma forma ou de outra todos os intervenientes da narrativa e uma série de informação didáctiva, importante, com capacidade de ensinar sem ser cansativa e aparecendo com esmero quase como se não fosse sua intenção estar presente, mas que não nos abandona a mente durante toda a narrativa.
Se gostam de livros deste género, escolham o "Célula Adormecida" do Nuno Nepomuceno, tirem a prova dos nove, e venham deixam a vossa opinião aqui nos comentários!

Boas leituras e boa semana para todos/as.
                                          

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

#On my shelf booktag 2

Voltamos ao desafio #onmyshelf que vimos no canal da Booktuber Ariel Bissett para que continuem a conhecer melhor as nossas estantes.

Regras:
1. Escolher uma combinação aleatória de dois números, o primeiro para prateleira, o segundo para o livro. Este passo foi realizado com a vossa ajuda na nossa página de Facebook!
2. Apresentar o livro.
3. Falar um pouco dele (se é dos favoritos, se ainda não o leram, porque foi comprado, etc)

8-8
The Ask and the Answer (Chaos Walking, #2)de Patrick Ness

Este é o segundo volume da trilogia Chaos Walking . Esta trilogia tem reviews fantásticas e foi por isso que quando a vi na loja de caridade a comprei. Ainda não a li mas está na minha lista para breve.





6-45
The Ill-Made Mute (The Bitterbynde, #1) de Cecilia Dart-Thornto

Esta foi a saga que embruxou uma das minhas amigas na Universidade. Ela não falava de mais nada e releu a saga umas três vezes enquanto esperava que a autora acabasse de escrever a sua nova saga.

Comprei este livro numa feira porque me lembrou dela mas ainda não tenho o resto da saga por isso só o vou ler quando tiver comprado todos os volumes.




8-22
Rato Picado de David Walliams (Editado em Portugal pela Porto Editora)

Quem nos segue sabe que gosto bastante de literatura infanto-juvenil e David Walliams é de momento um dos escritores infantis mais engraçados e que melhor compreende as crianças.
Li este livro e achei bastante engraçado!
Aqui vos deixo o resumo:
Aviso! Este livro está infestado de ratos! A Zoe é uma rapariga infeliz. A madrasta dela é tão preguiçosa que tem de ser ela a limpar-lhe o nariz. O fanfarrão da escola está sempre a cuspir-lhe no cabelo. Mas o pior é que Burt, o vendedor de hambúrgueres cego, quer roubar-lhe o rato de estimação. Não te queremos revelar os planos dele, mas o título do livro é capaz de ajudar…

4-29
The Worst Witch and the Wishing Star de Jill Murphy

A saga de Mildred Hubble é uma das minhas favoritas. Fiquei super animada quando soube que Jill Murphy ia lançar um novo livro e a autora não desapontou. Mildred volta com peripécias que só podiam ser suas e transporta-nos para um mundo onde crianças ainda são crianças e aprendem com os seus erros.

3-42

The Scandalous Sisterhood of Prickwillow Place de Julie Berry

Haverá algo melhor que policias passados em escolas vitorianas? Não para mim! Depois da saga A Murder Most Unladylike , esta irmandade é dos meus livros favoritos.
Confesso que a capa da imagem não é a que tenho, mas não é fantástica? O que me atraiu neste livro foi a premissa: a 'Irmandade' é no fundo um grupo de rapariga que estão a ser ensinadas a ser 'senhoras decentes' pela sua preceptora na casa desta, que é um colégio privado, mas um dia ao almoço a preceptora cai morta no chão. As raparigas, que não querem voltar para as suas respectivas casas pelos mais variados motivos, decidem juntar-se e levar à frente um plano. Não contar a ninguém que a sua preceptora morreu e continuarem a viver na casa/escola. Como as coisas nunca são fáceis vários problemas surgem e aí começa o nosso divertimento como leitores.
Este foi um dos livros que mais gostei de ler em 2016!

Passatempo: Filhos do Vento e do Mar, de Sandra Carvalho (Editorial Presença)

Estavam com saudades da Sandra Carvalho?


A autora portuguesa já conhecida pela "Saga das Pedras Mágicas" (Editorial Presença) e que acompanhou muitos jovens adultos nos últimos anos. "Filhos do Vento e do Mar" é a continuação da trilogia "Crónicas da Terra e do Mar", que se aventura pela descoberta dos Açores. História, magia e acção, num único livro!

Habilitem-se a ganhar um exemplar deste livro e preencham o formulário que se segue.


 Resumo: Forçadas a fugir de Águas Santas para escapar à fúria de Tomás Rebelo, Leonor e Guida chegam ao porto de Lisboa e confrontam-se com Corvo, o famoso pirata sobre o qual se contam tantas lendas. Horrorizada com a descoberta de que é filha de Diogo, o Açor, Leonor decide disfarçar-se de rapaz quando Corvo a obriga a embarcar no seu navio, protegendo-se assim dos impulsos masculinos. Inconformada com o seu destino, Leonor resolve fazer tudo para escapar aos piratas. Porém, com o passar do tempo, sente a herança do Açor a despertar dentro dela. O segredo que ensombra o passado de Corvo começa a inflamar a sua curiosidade, enquanto estabelece amizade com os homens que tanto temia. Conseguirá ela regressar a Águas Santas e desmascarar a perversidade de Tomás Rebelo, ou o apelo da liberdade e da aventura, conjugado com a vontade de conhecer o seu verdadeiro pai, tornar-se-á irresistível?
Sandra Carvalho é uma das autoras portuguesas mais conceituadas do romance fantástico. A Saga das
Pedras Mágicas, que a Presença publicou também na coleção «Via Láctea», e que é constituída pelos títulos A Última Feiticeira, O Guerreiro Lobo, Lágrimas do Sol e da Lua, O Círculo do Medo, Os Três Reinos, A
Sacerdotisa dos Penhascos, O Filho do Dragão e Sombras da Noite Branca, conquistou um vasto número de fãs entre os apreciadores do género. Depois de O Olhar do Açor, Filhos do Vento e do Mar é o segundo volume das Crónicas da Terra e do Mar, ao qual se seguirá o terceiro e último volume.

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui» 

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 26 de março de 2017.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só será aceite uma participação por pessoa.
4) O passatempo funciona para todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
5) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
6) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

Review: Letters to a Young Muslim, by Omar Saif Ghobash


Letters to a Young Muslim
by Omar Saif Ghobash

Edition: 2017
Pages: 272
Publisher: PICADOR





Summary: From the Ambassador of the UAE to Russia comes a bold and intimate exploration of what it means to be a Muslim in the twenty-first century.

In a series of personal letters to his sons, Omar Saif Ghobash offers a short and highly readable manifesto that tackles our current global crisis with the training of an experienced diplomat and the personal responsibility of a father. Today’s young Muslims will be tomorrow’s leaders, and yet too many are vulnerable to extremist propaganda that seems omnipresent in our technological age. The burning question, Ghobash argues, is how moderate Muslims can unite to find a voice that is true to Islam while actively and productively engaging in the modern world. What does it mean to be a good Muslim?

What is the concept of a good life? And is it acceptable to stand up and openly condemn those who take the Islamic faith and twist it to suit their own misguided political agendas? In taking a hard look at these seemingly simple questions, Ghobash encourages his sons to face issues others insist are not relevant, not applicable, or may even be Islamophobic. These letters serve as a clear-eyed inspiration for the next generation of Muslims to understand how to be faithful to their religion and still navigate through the complexities of today’s world. They also reveal an intimate glimpse into a world many are unfamiliar with and offer to provide an understanding of the everyday struggles Muslims face around the globe.


Rating: 4/5

Review: 
I will start by saying that I received an online copy of this book through NetGalley in exchange of a honest review.

"Letters to a Young Muslim" was one of the many books I wished for at Netgalley. Of course I was really excited when my wish was granted by PICADOR and they sent me an online ARC of this book. 
We are facing difficult times, always threatened by our own fears, by the challenges of tomorrow and also by our beliefs and moral values. It is impossible not to hear the fear of some social groups in the news, as well as misconceptions about Islamism, migrants and terrorists, as if all of them fit in one whole box and are all the same (which we are pretty aware it's not truth). Because of that, I'm with the group that defends the need to bring to the light modern and moderate voices, to discuss this subjects with open minds and that are willing to reflect altogether about this issues that can contaminate or save our future world.
For what it's written on this book, Mr. Omar Saif Ghobash is as much needed as courageous for  being so outspoken about many subjects. I truly believe this book probably will not be well received near the conservative sections of Islam and considering his position and profession,  I am amazed by what he did and profoundly touched.
However, his book isn't preaching anybody, neither the reader or the receptor of his message. This is exactly what it aims to be. A collection of letters that hopefully will help his eldest son to grow up as a stir young man, with his own values and beliefs well developed, but structured upon reflection and introspection. I found the organization of the book very interesting and structured, with chapters that went from role models, the analysis of the violence and its repercussions on nowadays, the need of dialogue between the west and western world, the temptations of any faith (but specially the Islamic faith) when facing other realities and ways of living, the need of learning further knowledge and the importance of comparing it with their own beliefs in order to create better and educated versions of themselves, always facing the dichotomies of the world and finding the better answers to deal with them.
What I also liked here was a honest and transparent analysis of the world, without running away from further analysis and even some conscience and logic criticism when facing the dogmas of his own religion. They naturally had some influence and dictate his existence as a religious person but this logical constructions are also fundamental and adapted to the reality of XXI century.
It's a book for reflection, and I indicate it to everybody: the moderate voices, the more controversial ones, the doubtful and  the minds which are lost and in need of some seeds to wake up to the reality we face today. We need more active voices defending the civilization as a system that will work better with communication, friendly approaches to the unknown, and always with the aim to grow peacefully and for all.



Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usually find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.

#On my shelf tag

Olá, olá! 
Voltamos com mais um desafio e mais uma tag para que fiquem a conhecer melhor as nossas estantes. Desta feita aderimos ao desafio #onmyshelf que vimos no canal da Booktuber Ariel Bissett.

Aqui ficam as regras:
1. Escolher uma combinação aleatória de dois números, o primeiro para prateleira, o segundo para o livro. Este passo foi realizado com a vossa ajuda na nossa página de Facebook!
2. Apresentar o livro.
3. Falar um pouco dele (se é dos favoritos, se ainda não o leram, porque foi comprado, etc)

Tivemos mais de trinta pessoas a dar-nos coordenadas e fazer só um post seria muito grande por isso decidimos dividir em grupos de cinco livros e ir falando deles durante os próximos tempos. Aqui ficam os cinco primeiros!

Coordenada: 3 e 8
A Princesinha de Frances Hodgson Burnett editado em Portugal pela Oficina do Livro.

Este  meu exemplar tem uma história gira. Recebi-o por engano em audio book quando mandei vir um livro online. A livraria recebeu o audiobook de volta e mandou-me o livro que queria mas fiquei com uma pulga atrás da orelha. Encontrei-o mais tarde numa loja de caridade e não resisti a comprá-lo. Tenho duas edições, a da imagem e outra num livro de capa dura onde também tenho outro livro da autora, O Jardim Secreto.
Gostei bastante do livro e está na minha lista de clássicos favoritos. Apesar de todas as atribulações, a nossa princesinha não deixa cair a sua coroa e continua amável e dedicada.
Quando andei à procura da capa, descobri que faz parte do Plano Nacional de Leitura, o que me deixou muito satisfeita!

Coordenada: 5 e 45
The Crooked Sixpence [The Uncommoners #1], de Jessica Bell

Comprei este livro há pouco mais de um mês e infelizmente ainda não tive tempo para o ler. Comprei-o porque parece exactamente o tipo de livro infanto-juvenil que gosto (e para além disso tem uma capa bonita!).
Dois irmãos partem numa aventura depois da avó destes ter ido parar ao hospital descobrem que a casa dela foi virada do avesso por ladrões.
Imagino que magia e aventura se sucederão. A sequela desta saga já está no forno e chama-se The Smooking Hourglass. Esta saga não se encontra disponível (por enquanto) em português.

Coordenada: 3 e 39
O Medo do Homem Sábio [The Kingkiller Chronicle #2] de Patrick Rothfuss

Ainda não li nada de Patrick Rothfuss apesar de estar bastante curiosa. Comprei este livro numa loja de caridade exactamente porque estava a um preço bastante acessível e devido à minha curiosidade.

Editado em Portugal pela Edições Gailivro.






Coordenada: 7 e 14
O Dom [The Books of Pellinor #3], de Alison Croggon.

Os Livros de Pellinor é uma saga que está sempre a ser-me recomendada pelos sites onde compro livro e pelo Goodreads. É outra daquelas sagas que comprei e que aguarda pacientemente na estante a sua altura de ser lida.

Maerad is a slave in a desperate and unforgiving settlement, taken there as a child after her family is destroyed in war. She is unaware that she possesses a powerful gift, one that marks her as a member of the School of Pellinor. It is only when she is discovered by Cadvan, one of the great Bards of Lirigon, that her true heritage and extraordinary destiny unfold. Now she and her new teacher must survive a journey through a time and place where the forces they battle stem from the deepest recesses of otherworldly terror.

Esta saga está editada em Portugal pela Bertrand Editora.

Coordenada: 1 e 27
The Runaway Princess [The Runaway Princess #1], de Kate Coombs

Li este livro este ano e foi das minhas leituras favoritas. Quem nos segue sabe que gosto de contos de fadas e literatura infanto-juvenil este livro junta o melhor das duas. A nossa querida princesa Meg é posta numa torre pelos pais depois do Primeiro Ministro deles os convencer que só assim se conseguirá atrair príncipes que queiram casar com Meg e tragam uma fortuna para o reino.
Mas Meg tem 14 anos e a última coisa em que pensa é casar-se, o que ela quer mesmo é viver uma aventura. Por isso quando o pai propõe que o vencedor de 3 tarefas ganhe a sua mão em casamento, Meg faz algo do qual Merida teria orgulho: foge da sua torre e tenta completar as tarefas antes dos príncipes. Como seria de esperar isto não se revela uma tarefa fácil mas dá um livro extremamente divertido. Este livro não está disponível em português (ainda, pelo menos!).